O Papa Leão XIV nos convoca
para um momento histórico de oração
Caros
irmãos e irmãs,
Neste sábado, 30 de maio, às 14h no horário de Brasília, o Papa
Leão XIV presidirá a recitação do terço a partir da Gruta de Nossa Senhora de
Lourdes, nos Jardins do Vaticano. O convite é simples e direto: parar, rezar e
pedir pela paz. Um gesto pequeno, mas de peso imenso num mundo que parece ter
esquecido o caminho da fraternidade.
Não é a primeira vez que este Pontífice nos convoca para este
tipo de oração. Em abril, durante uma Vigília na Basílica de São Pedro, ele já
havia reunido as forças morais do mundo em torno do terço, para romper, nas
suas próprias palavras, "a cadeia demoníaca do mal". Palavras fortes.
Palavras necessárias. Porque o mundo que vivemos não permite eufemismos: há
guerras acontecendo agora, há famílias destruídas agora, há crianças morrendo
agora.
O
terço não é uma fuga da realidade. É uma forma de enfrentá-la.
A oração mariana nos conduz ao coração de Jesus através dos
olhos de Maria. Cada mistério do rosário é uma escola de vida: aprendemos a
aceitar a vontade de Deus, a carregar a cruz sem desespero, a acreditar na
ressurreição mesmo quando tudo parece morto. Por isso, quando rezamos o terço
pela paz, não estamos apenas pedindo o fim das guerras lá fora. Estamos pedindo
a conversão dos corações, começando pelo nosso.
São João nos lembra que "Deus é amor, e quem permanece no
amor permanece em Deus, e Deus nele" (1Jo 4,16). A paz não nasce de
tratados ou de acordos políticos, embora esses também tenham o seu lugar. A paz
nasce quando o coração humano se abre para receber o amor de Deus e o devolve
ao próximo. É aí que começa. É sempre aí que começa.
O
Brasil precisa desta oração
Somos um povo que reza. Temos em nossa história uma devoção
mariana profunda, que atravessa gerações, culturas e regiões. Nossa Senhora da
Conceição Aparecida, padroeira do Brasil, é o rosto de Maria que nos acompanha
desde 1717. E Maria, a mulher que disse "sim" a Deus sem saber todos
os detalhes do caminho, é a intercessora que apresenta ao Filho as nossas
angústias mais profundas.
Mas o Brasil também é um país ferido. Temos nossas próprias
guerras, que não são travadas com canhões, mas que matam da mesma forma: a
violência nas periferias, a fome que envergonha, a desunião que fragmenta
famílias e comunidades. Rezar pela paz mundial, neste sábado, é também rezar
pela paz que ainda nos falta aqui dentro.
O Salmo 122 diz: "Pedí a paz para Jerusalém" (v. 6).
Hoje, Jerusalém somos nós, é o mundo inteiro. E a oração é o gesto mais
concreto que podemos oferecer.
Como
participar
A transmissão será ao vivo pelos canais do Vatican News, com
comentários em português. Não é preciso estar em Roma. Não é preciso de nenhum
recurso especial. Basta estar disponível, às 14h do horário de Brasília, para
rezar junto com o Papa e com milhões de irmãos e irmãs espalhados pelo mundo.
Convido cada um de vocês: reúna a família, chame um amigo, abra
o coração. Neste momento, não haverá fronteiras entre nós. Seremos,
simplesmente, filhos de Deus pedindo ao Pai que cuide dos seus filhos.
Caminhai no Senhor.
+Anuar Battisti
Arcebispo Emérito de Maringá (PR)

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