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Dom Anuar Batisti
Formado em filosofia no Paraná e em teologia pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma, Dom Anuar Battisti é Arcebispo Emérito de Maringá (PR). Em 15 de abril de 1998, por escolha do papa João Paulo II, foi nomeado bispo diocesano de Toledo, sendo empossado no mesmo dia da ordenação episcopal, em 20 de junho daquele ano. Em 2009 recebeu o título de Doutor Honoris Causa, um dos mais importantes, concedidos pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Em 2007, foi presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Sagrada, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em 2015, foi membro do Conselho Administrativo da Pastoral da Criança Internacional e, ainda na CNBB, foi delegado suplente. No Conselho Episcopal Latino-Americano atuou como Presidente do Departamento das Vocações e Ministérios, até 2019.

10º Domingo do Temp Comum

Postagens recentes

Jesus é o pão da Vida, que nos alimenta para a vida eterna!

  A Solenidade de Corpus Christi é a manifestação pública de adoração de todos os católicos a Jesus presente realmente na Eucaristia. Esta Solenidade foi instituída, primeiramente, na Diocese de Liège – Bélgica –, em 1246. O Papa Urbano IV (1261-1264) estendeu-a à Igreja universal. É celebrada na quinta-feira após a Solenidade da Santíssima Trindade. Na celebração de Corpus Christi , os fiéis rendem graças a Deus pelo inestimável dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor Jesus se dá a nós como alimento de vida eterna. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Portanto, proclama-se, neste dia, a fé na presença real de Jesus Cristo nos dons eucarísticos: “Na Última Ceia, na noite em que seria traído, nosso Salvador instituiu o Sacrifício Eucarístico de seu Corpo e Sangue, com o qual perpetuaria pelos séculos, até que ele volte, o Sacrifício da Cruz. Deste modo ele confiou à Igreja, sua amada Esposa, o memorial de sua Morte e Ressurreição” (SC, n. 47).   ...

Corpus Christi

            Irmãos e irmãs, celebramos hoje a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Corpus Christi, uma das mais belas e significativas solenidades da Igreja. Depois de celebrarmos a Santíssima Trindade, contemplamos agora o mistério de Jesus que permanece conosco na Eucaristia. O Senhor não quis apenas passar pela história, mas permanecer no meio do seu povo como alimento e presença constante.          A primeira leitura, do Livro do Deuteronômio (Dt 8,2-3.14b-16a), apresenta Moisés recordando ao povo a caminhada pelo deserto. O Senhor permitiu a provação, mas jamais abandonou Israel, alimentando-o com o maná, aquele pão descido do céu. Moisés recorda: “Ele te alimentou com o maná, que nem tu nem teus pais conheciam” (Dt 8,3). O povo aprendeu que não vive somente do pão material, mas da providência e da Palavra de Deus.          O maná, porém, era apenas figur...

Homilia – Solenidade da Santíssima Trindade

Irmãos e irmãs, no domingo seguinte à celebração de Pentecostes, a Igreja nos convida a celebrar a Solenidade da Santíssima Trindade. Após percorrermos o caminho da salvação – contemplando o amor do Pai que envia o Filho, a redenção realizada por Cristo e o dom do Espírito Santo derramado sobre a Igreja – somos levados a contemplar o próprio mistério de Deus. Celebrar a Santíssima Trindade não significa resolver um enigma ou compreender plenamente aquilo que ultrapassa a inteligência humana. O mistério trinitário não é um problema matemático, mas uma verdade revelada e experimentada. Deus quis mostrar quem Ele é: Pai, Filho e Espírito Santo, três Pessoas distintas e um só Deus verdadeiro. A primeira leitura (Ex 34,4b-6.8-9) apresenta-nos um dos momentos mais belos do Antigo Testamento. Moisés sobe ao monte e ali Deus revela o seu nome e o seu coração: “Senhor, Senhor, Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel” . Antes mesmo da plenitude da revelação em Cristo, De...

Rezemos Juntos pela Paz

O Papa Leão XIV nos convoca para um momento histórico de oração Caros irmãos e irmãs, Neste sábado, 30 de maio, às 14h no horário de Brasília, o Papa Leão XIV presidirá a recitação do terço a partir da Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, nos Jardins do Vaticano. O convite é simples e direto: parar, rezar e pedir pela paz. Um gesto pequeno, mas de peso imenso num mundo que parece ter esquecido o caminho da fraternidade. Não é a primeira vez que este Pontífice nos convoca para este tipo de oração. Em abril, durante uma Vigília na Basílica de São Pedro, ele já havia reunido as forças morais do mundo em torno do terço, para romper, nas suas próprias palavras, "a cadeia demoníaca do mal". Palavras fortes. Palavras necessárias. Porque o mundo que vivemos não permite eufemismos: há guerras acontecendo agora, há famílias destruídas agora, há crianças morrendo agora. O terço não é uma fuga da realidade. É uma forma de enfrentá-la. A oração mariana nos conduz ao coração de Jes...

O Pão que sustenta o caminho

  Semana Eucarística "Embora sendo muitos, formamos um só corpo" (1 Cor 10, 17) A semana que antecede Corpus Christi é a Semana Eucarística. São sete dias que todos são chamados adorar o Senhor presente na Eucaristia. É um momento que pede silêncio antes de qualquer discurso. Um silêncio de gratidão. Porque são ocasiões em que o Povo de Deus voltou à mesa do Senhor, dobrou os joelhos diante do Santíssimo Sacramento e descobriu, cada vez mais fundo, que esse Pão é vivo. Que esse Pão sustenta. Que esse Pão une o que estava separado e envia o que estava parado. Não é pouca coisa. É a história de uma fé que não se cansou. Levanta-te e come: Há uma cena no Primeiro Livro dos Reis que guarda uma beleza muito particular. O profeta Elias, exausto e sem forças, deita-se no deserto e pede a morte. Então um anjo o toca e lhe diz: "Levanta-te e come, porque o caminho é longo demais para as tuas forças" (1Rs 19,7). Elias come. E com aquela força caminha quarenta dias e qua...

A Beleza Imperfeita do Coração Humano na Era Digital

  Meus queridos irmãos e irmãs! Vivemos tempos de mudanças tão velozes que, muitas vezes, sentimos o coração apertado, sem saber ao certo para onde a humanidade caminha. Nossos lares estão cheios de telas, nossos jovens conversam com máquinas e a chamada Inteligência Artificial (IA) já faz parte do nosso dia a dia. É justamente para iluminar essa nossa realidade que o amado Papa Leão XIV nos presenteou com a sua primeira carta encíclica: Magnifica Humanitas . Diferente do que muitos poderiam pensar, o Santo Padre não escreve para condenar a tecnologia. Ele escreve como um pai amoroso, preocupado em nos lembrar de uma verdade muito simples e preciosa: nenhuma máquina, por mais brilhante que seja, pode substituir a beleza do coração humano. O Papa nos adverte sobre uma ilusão muito perigosa dos nossos dias: a ideia de que precisamos ser perfeitos, como máquinas que nunca erram. Há ideologias hoje, como o chamado "transumanismo", que tratam nossas fraquezas, nossas doenças...