Comentário à liturgia de 15 de setembro, Memória de Nossa Senhora das Dores Caros irmãos e irmãs, quantas vezes já nos perguntamos por que Deus permite que os justos sofram? Essa pergunta acompanha a humanidade desde sempre, e ela ressoa com força especial na liturgia que a Igreja nos propõe hoje, ao celebrar a Bem-aventurada Virgem Maria das Dores. Não é por acaso que a Igreja escolheu para hoje, dia 15 de setembro do ano da graça de 2026, uma passagem tão intensa da Carta aos Hebreus. O texto sagrado – Hb 5,7-9 – mostra Jesus em oração, com forte clamor e lágrimas, entregue àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E acrescenta algo que merece nossa atenção demorada: mesmo sendo Filho, ele aprendeu o que significa a obediência a Deus por aquilo que sofreu. Note bem, a obediência não foi automática nem fácil. Foi aprendida no sofrimento, na entrega, na confiança. Aqui está uma chave importante para a nossa vida cristã. Muitas vezes confundimos obediência com submissão vazia, com resi...