Neste dia 8 de maio de 2026, a Igreja inteira se une em ação de graças para celebrar o primeiro aniversário da eleição do nosso Santo Padre, o Papa Leão XIV. Doze meses se passaram desde aquele momento histórico em que a fumaça branca na Capela Sistina anunciou a escolha de Robert Francis Prevost, o 267º Sucessor de Pedro. Com uma formação rica e multifacetada — especialista em matemática, línguas e Direito Canônico —, este filho de Santo Agostinho trouxe para a Sé de Pedro uma alma forjada na experiência pastoral. Sendo o primeiro Papa estadunidense, carrega consigo um inegável espírito latino-americano, nutrido por mais de 22 anos de doação e serviço no Peru, onde atuou como pároco e bispo.
Desde a sua primeira aparição no balcão da Basílica de
São Pedro, Leão XIV estabeleceu a tônica de seu ministério: a busca por uma paz
"desarmada e desarmante". Ao longo deste ano, testemunhamos a sua
coragem profética. O Santo Padre não hesitou em denunciar os senhores da
guerra, alertando contra a "falsa propaganda do rearmamento" e a
irracionalidade de relações internacionais baseadas no "medo e no domínio
da força". Mais do que apelos vibrantes, o Papa tem liderado um intenso e fundamental
trabalho diplomático "nos bastidores", dialogando com líderes
mundiais de nações em guerra e oferecendo o Vaticano como espaço de
reconciliação, sempre recordando que a sua missão é a de "pastor",
encarregado de proclamar o Evangelho da paz.
A caridade de Leão XIV e seu compromisso em pastorear
o mundo também se revelaram em suas intensas viagens apostólicas. Em sua
comovente peregrinação africana, levou consolo e apelos de justiça a Camarões,
Argélia, Guiné Equatorial e Angola, exortando ao desenvolvimento integral e à
defesa da dignidade. No Oriente Médio, visitou a Turquia e abraçou o povo
sofredor do Líbano, fortalecendo o caminho do ecumenismo. O seu olhar paterno
também brilhou de forma especial entre os jovens durante o Jubileu da
Esperança, culminando na multidão reunida em Tor Vergata, onde os chamou a
fugir da superficialidade e a aspirar à santidade.
No coração do seu pontificado está uma inegociável
atenção aos últimos e descartados. Em sua primeira exortação apostólica, Dilexi
te, o Papa nos convoca a combater as "estruturas de injustiça" e
a servir os pobres. Essa profunda sensibilidade se reflete em sua enérgica
defesa dos migrantes — rechaçando veementemente que seres humanos sejam
tratados como "lixo" ou "animais" — e pautará suas
iminentes visitas a Lampedusa e às Ilhas Canárias.
Internamente, este primeiro ano foi marcado pela
promoção da escuta e da colegialidade, evidenciada no Consistório com os
cardeais para debater a Sinodalidade e a Evangelização, além do início de
reformas na Cúria Romana. Para curar polarizações, inclusive as ligadas à
liturgia, o Santo Padre nos tem apontado uma única ponte: o diálogo.
Ao celebrarmos este primeiro ano de pontificado,
rendamos graças a Deus pelo dom da vida e do ministério do Papa Leão XIV. Que o
Senhor continue a abençoar seus passos, para que ele siga conduzindo a Barca de
Pedro com firmeza, misericórdia e uma inabalável esperança na paz.
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